Publicado em 06/07/2021 | Canal Azen, Direito de Família

ADOÇÃO: O perfil do filho desejado

Quando se busca a realização da maternidade e paternidade por adoção, é imprescindível passar por um processo de habilitação à adoção, onde se vai selecionar o perfil de filho desejado. É um momento delicado para os pretendentes, porque não se deve ser “politicamente correto”, e, sim, verdadeiro com o seu desejo e os seus limites. O questionamento a ser feito é: “O que eu consigo dar conta?”

Outro aspecto a ser levantado, é que diante da frustração e da ausência de concretização do projeto do filho biológico, algumas pessoas buscam ser pai e mãe por adoção. Assim, o filho desejado também sofrerá uma modificação, pois não terá a ascendência genética, por exemplo. É relevante que os pretendentes busquem conhecer (no sentido de ir atrás de informações) sobre as crianças e os adolescentes que estão disponíveis para adoção. Isto pode auxiliar, e muito, no sentido de pensar e chegar numa decisão do perfil do filho desejado, como: idade, sexo, cor da pele, ter ou não irmãos, ter ou não alguma doença pré-existente, entre outros.

Além disso, indica-se que os pretendentes reflitam sobre que fases gostariam de viver com o filho desejado, como: É importante ser um bebê, ou uma criança de até 03 anos para curtir a fase da mamadeira, troca de fraldas ou o desfralde? Ou isto não é algo tão significativo, e seria bem vinda uma criança em processo de alfabetização? Tudo isso nos remete a outro questionamento: “O que nos torna pai e mãe de uma criança ou um adolescente”? São os cuidados iniciais ou a possibilidade de ensinar a lidar com as emoções, de passar valores éticos e morais?

Quem está lendo este pequeno texto está percebendo que nesse assunto se tem mais perguntas do que respostas, porque aquelas são necessárias para a boa condução do processo de tomada de decisão do filho desejado. Esta pode influenciar no vínculo que se vai concretizar dia a dia com a criança e adolescente que chegou na sua vida para ser acolhido como filho, e não para ser encarado como um projeto de caridade.

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