Publicado em 22/06/2021 | Canal Azen, Advocacia, Direito Civil, Direito de Família, Testamento Vital, Violência Doméstica

A Violência Intrafamiliar contra os Idosos

De um modo geral, toda e qualquer pessoa segue, ou deveria seguir, este fluxo do ciclo vital: nasce, tem uma infância de brincadeiras e descobertas, encara os desafios da adolescência, assume um relacionamento conjugal quase que concomitante com a formação profissional; tem um filho (ou mais), vem o animal de estimação, filho vira adulto, começa o envelhecimento, que pode se prolongar por mais de duas décadas, conforme a expectativa de vida atual de quase 80 anos (IBGE 2019).

Quando se chega na velhice aos 60 ou 70 anos é possível, ainda, ter plena autonomia para a rotina, projetos de trabalho, relacionamentos amorosos, entre outros. Mas, em alguns casos, a partir dos 80 anos se verifica uma autonomia preservada com uma necessidade de supervisão. Assim, autonomia e supervisão andam de mãos dadas! Neste exato momento pode surgir a violência intrafamiliar, que representa a violência física, material ou psicológica que acontece dentro de casa e, geralmente, praticada por um familiar que compartilha o espaço com a vítima.

O idoso pode resistir a perceber o que está acontecendo, pois é muito doloroso. O agressor, por exemplo, pode ser um filho, uma pessoa com quem se tem uma história de vida e, agora, pode lhe causar danos muito sérios. O histórico da dinâmica familiar entra em cena, a chantagem emocional se torna rotineira, ficando muito evidente! Situações similares a essa precisam de um olhar multidisciplinar: outros membros da família precisam estar disponíveis para auxiliar o idoso que é vítima da violência, buscar orientação jurídica especializada, uma escuta terapêutica, enfim, realizar um plano de ação possível que traga proteção e segurança ao idoso.

Em muitos momentos é preciso deixar de lado a “premissa social” que família é sempre acolhedora e nos nutre de afeto, que não se pode buscar a responsabilização por dano provocado por um familiar; Não! É preciso, sim, buscar o limite para a violência, dar um basta para o sofrimento! Denuncie, busque ajuda: ligue 181, emergência 197, e mensagens por whatsapp 51.98444.0606 (informações site https://www.pc.rs.gov.br/inicial)

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